Dobráveis ainda estão engatinhando, mas a sensação de “mais do mesmo” já bate em muita gente. Em plena MWC 2026, a samsung resolveu cutucar esse cansaço ao mostrar um conceito de celular com tela deslizante, o Galaxy Slide, que expande o display sem precisar de dobra no meio.
Para o consumidor brasileiro, a ideia é simples e tentadora: ter um smartphone compacto no bolso que vira uma tela maior para vídeos, jogos e produtividade, sem vinco aparente. Ainda é um protótipo, sem previsão de chegar às lojas, mas aponta para onde a marca pode levar a próxima geração de topos de linha e, quem sabe, aposentar o formato dobrável atual no futuro.
O que é o Galaxy Slide que a Samsung levou para a MWC 2026?
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É um conceito de smartphone com tela deslizante apresentado em Barcelona, que aumenta a área útil do display ao “puxar” a lateral, sem abrir como um livro ou flip.
Na prática, a samsung está resgatando a ideia dos antigos celulares “slide” – aqueles que revelavam teclado físico ao escorregar a parte de cima – e aplicando em um painel moderno, que se estende horizontalmente. Em vez de dobrar no meio, a tela fica enrolada ou escondida em uma estrutura interna e aparece quando o usuário aciona o mecanismo deslizante.
O protótipo foi exibido durante a Mobile World Congress 2026, em Barcelona, reforçando o papel da feira como vitrine de formatos experimentais. A empresa não tratou o Galaxy Slide como produto final, mas como um “preview” de possíveis caminhos para além dos dobráveis que ela já domina com linhas como Galaxy Z Flip.
O vídeo mostrado no evento evidencia justamente esse truque visual: o aparelho parece um smartphone convencional até que a lateral é deslizada, expandindo a tela em tempo real. A promessa implícita é entregar mais espaço de tela sem transformar o celular em um “tijolo” no bolso.
Por que uma tela deslizante pode ser alternativa aos dobráveis?
Porque o formato deslizante tenta manter o corpo mais fino e elimina a dobra visível no meio da tela, um dos pontos mais criticados dos dobráveis atuais.
Desde o primeiro dobrável comercial lá em 2018, muita gente se incomoda com o vinco central e com a sensação de fragilidade ao abrir e fechar o aparelho. O conceito Galaxy Slide ataca justamente essa percepção: em vez de dobrar, o display se expande em um único plano contínuo, o que pode agradar quem quer uma experiência mais parecida com a de um tablet compacto.
Outro ponto é a ergonomia. Com o slide fechado, o uso no dia a dia tende a ser mais próximo de um smartphone tradicional: fácil de segurar, mais discreto e potencialmente mais leve que alguns dobráveis tipo “livro”. Ao deslizar a tela, você ganharia área para multitarefa, consumo de mídia e leitura, sem precisar mudar tanto a pegada.
Existe também um componente emocional: os antigos celulares flip e slide marcaram época, e a própria samsung já capitalizou a nostalgia com a linha Galaxy Z Flip. O Galaxy Slide segue essa lógica, mas com um twist moderno, tentando unir lembrança afetiva e inovação real de formato, em vez de apenas repetir o que já está no mercado.
O conceito indica o fim dos dobráveis da Samsung?
Não. O Galaxy Slide é um experimento de design e mostra uma direção possível, mas não substitui automaticamente os dobráveis que já existem.
Por mais que o título “adeus dobrável?” pareça definitivo, o movimento da marca é muito mais de ampliação de portfólio do que de troca brusca de estratégia. A empresa já tem uma linha consolidada de dobráveis, como os modelos Galaxy Z Flip, que seguem como vitrine de inovação e ainda têm muito espaço para evoluir em durabilidade e preço.
O slide entra como uma alternativa conceitual: se der certo, pode virar uma nova família de produtos convivendo com os dobráveis, assim como hoje temos modelos “flip” e “book”. Se não amadurecer tecnicamente ou comercialmente, permanece como vitrine tecnológica de feira.
É importante lembrar que conceitos mostrados em eventos como a MWC nem sempre chegam ao varejo. Eles servem também para testar a reação do público, atrair desenvolvedores e parceiros, e sinalizar para a concorrência que a samsung está explorando outros formatos além do que já vende hoje.
Por enquanto, não há informação de lançamento, preço ou data para o Brasil. O que existe é um recado claro: a marca não parece disposta a ficar presa apenas ao formato dobrável clássico que ajudou a popularizar.
Para quem o Galaxy Slide faz sentido em 2026?
Hoje, o Galaxy Slide faz sentido mais como sinal de futuro para entusiastas de tecnologia do que como opção de compra imediata.
Se você é o tipo de usuário que gosta de testar formatos novos, acompanha de perto o mercado e já se interessou por dobráveis, esse conceito mostra que a próxima onda pode ser a de telas deslizantes. Vale ficar de olho em como a samsung e outros fabricantes vão transformar essa ideia em produto real, com garantia, assistência e durabilidade comprovada.
Para quem só quer um celular confiável para o dia a dia, com boa câmera e bateria, o Galaxy Slide ainda é distante: não há previsão de chegada, nem garantia de que o mecanismo deslizante será tão robusto quanto o de um smartphone tradicional. Nesse cenário, faz mais sentido olhar para linhas já consolidadas e acompanhar a evolução desse tipo de conceito à distância.
No fim, o protótipo apresentado na MWC 2026 funciona como um lembrete de que o formato atual dos dobráveis não é o ponto final da inovação móvel. Se o público abraçar a ideia de expandir a tela sem dobra, o Galaxy Slide pode ser o primeiro passo de uma nova categoria que, em alguns anos, chegue às vitrines brasileiras ao lado – e não necessariamente no lugar – dos dobráveis que já conhecemos.







