Intermediários com cara de topo, mas sem preço de flagship. Essa é a aposta da Samsung com o futuro Galaxy A57 e Galaxy A37, que, segundo vazamentos, devem manter a tela Full HD+ de 120 Hz e concentrar as principais mudanças em processadores mais fortes e conectividade atualizada.
Para o consumidor brasileiro que vive entre redes sociais, vídeos, banco digital e alguns jogos, a promessa é clara: entregar mais fôlego e fluidez sem subir demais de patamar. Os vazamentos indicam que a dupla Galaxy A57 e A37 tenta ocupar justamente esse meio-termo, mirando quem quer desempenho sólido, mas não faz questão de recursos premium muito caros.
O que já se sabe sobre o Galaxy A57 e A37 até agora?
Os dois aparelhos seguem a linha intermediária da Samsung, com foco em uso diário e boa performance, e devem aparecer entre março e abril se a marca mantiver o calendário recente.
Segundo o site Android Headlines, praticamente toda a ficha técnica central vazou. A estratégia é manter a base que deu certo na geração anterior, como tela de 120 Hz e bateria de 5.000 mAh, e concentrar as novidades em chips mais potentes, especialmente no Exynos 1480 do A37 e no Exynos 1680 do A57.
Na prática, isso significa que quem olha para a dupla Galaxy A57 e A37 deve esperar celulares com visual já conhecido, experiência de tela parecida com a de 2025, mas com salto claro de desempenho para multitarefa e jogos em relação aos intermediários atuais.
Como ficam tela e design nos novos intermediários da Samsung?
A tela deve repetir a fórmula da geração anterior, com foco em fluidez e bom nível de definição, sem grandes saltos técnicos.
De acordo com o Android Headlines, tanto o Galaxy A37 quanto o Galaxy A57 devem manter o painel plano de 6,7 polegadas, com resolução Full HD+ de 2.340 x 1.080 pixels e taxa de atualização de 120 Hz. Ou seja, a experiência visual tende a continuar a mesma em tamanho, nitidez e suavidade de animações.
Para quem vem de um aparelho com 60 Hz, essa taxa de 120 Hz faz diferença no dia a dia, principalmente ao rolar feeds de redes sociais, navegar na web e alternar entre aplicativos. Em jogos compatíveis, a sensação de fluidez também melhora bastante.
No design, a Samsung deve seguir a identidade visual que já vinha usando na linha A recente, com módulos de câmera mais limpos e corpo com acabamento discreto. O destaque fica para o Galaxy A57, que, segundo o vazamento, deve chegar mais fino, com 6,9 mm de espessura, além de ser mais leve que o antecessor, com 192 gramas.
Em cores, a diferenciação segue a lógica de público: o Galaxy A37 deve apostar em tons como cinza, verde, lavanda e branco, enquanto o Galaxy A57 tende a aparecer em cinza, azul, lilás e azul-marinho, mirando um usuário um pouco mais exigente e que costuma pagar mais por um visual mais refinado.
O desempenho do Galaxy A57 e A37 realmente melhora?
Sim. O maior salto da nova geração está justamente no desempenho, com chips Exynos mais modernos e foco em ganho de potência.
No caso do Galaxy A37, o Android Headlines aponta a adoção do processador Exynos 1480. A expectativa é de desempenho cerca de 50% superior ao chip da Qualcomm usado na versão de 2025, o que representa um avanço relevante para um intermediário voltado ao uso cotidiano.
Esse aumento de até metade na performance deve ser sentido em tarefas como:
- abrir e alternar entre vários aplicativos de forma mais rápida;
- rodar jogos populares com mais estabilidade;
- reduzir engasgos em redes sociais e apps de vídeo;
- melhorar o tempo de resposta geral do sistema.
As opções de memória do A37, segundo o vazamento, permanecem nas combinações já conhecidas, com 6 GB ou 8 GB de RAM e armazenamento interno de 128 GB ou 256 GB. Para o uso típico de um brasileiro que guarda muitas fotos e vídeos de WhatsApp, as versões com mais RAM e mais espaço tendem a ser as mais interessantes a longo prazo.
Já o Galaxy A57 sobe um degrau em relação ao A37 e mira quem quer um intermediário mais parrudo. Depois de usar o Exynos 1580 no Galaxy A56 de 2025, a Samsung deve equipar o A57 com o novo Exynos 1680.
Segundo o site SamMobile, um teste de benchmark vazado em 2025 indica que esse chip traz arquitetura de CPU totalmente renovada e GPU até duas vezes mais potente que a do antecessor. Isso é importante para quem joga bastante ou usa o celular para edição leve de fotos e vídeos.
O Galaxy A57 deve manter 8 GB de RAM, com versões de 128 GB ou 256 GB de armazenamento interno. Na prática, esse conjunto coloca o modelo como uma opção interessante para quem quer um aparelho único para trabalho, estudo, lazer e jogos, sem necessariamente partir para um topo de linha da série S.
Para quem acompanha o ecossistema da marca, vale lembrar que a Samsung vem apostando forte em chips próprios, e o uso de Exynos 1480 e Exynos 1680 reforça essa estratégia. Para mais contexto sobre a linha de produtos da empresa no Brasil, vale conferir o site oficial da Samsung.
As câmeras do Galaxy A57 e A37 trazem alguma novidade?
O foco das mudanças em câmera aparece principalmente no Galaxy A37, com melhoria na lente ultrawide, enquanto o Galaxy A57 tende a manter o conjunto da geração anterior.
No Galaxy A37, o vazamento aponta um sistema traseiro triplo com:
- câmera principal de 50 MP;
- lente macro de 5 MP;
- câmera ultrawide de 12 MP.
O destaque é justamente a ultrawide de 12 MP, que substitui o sensor de 8 MP da geração anterior. Esse aumento de resolução deve trazer fotos com ângulo mais aberto e mais detalhadas em cenários como paisagens, fotos de viagem e grupos de pessoas.
A câmera frontal do A37 segue com 12 MP e abertura f/2.2, configuração que já é suficiente para selfies com boa nitidez em ambientes bem iluminados e chamadas de vídeo com qualidade adequada para estudo e trabalho remoto.
Já o Galaxy A57 deve repetir o conjunto traseiro com:
- câmera principal de 50 MP;
- macro de 5 MP;
- ultrawide de 12 MP.
Como o Galaxy A56 de 2025 já trazia essa ultrawide de 12 MP, não há uma evolução direta nesse ponto, mas o conjunto ainda é competitivo dentro da faixa intermediária. A câmera frontal também deve ser de 12 MP com abertura f/2.2, mesma proposta do A37.
Na vida real, isso significa que a diferença principal entre os dois modelos não estará tanto na versatilidade das câmeras, e sim no poder de processamento e na forma como cada um lida com multitarefa e jogos. Para quem só quer boas fotos para redes sociais, tanto o A37 quanto o A57 devem cumprir bem o papel.
A bateria dos novos Galaxy A continua dando conta do recado?
A capacidade de bateria e o carregamento rápido devem ser mantidos, o que é uma boa notícia para quem prioriza autonomia e tempo menor na tomada.
Galaxy A56 e Galaxy A36 estrearam em 2025 com bateria de 5.000 mAh e carregamento rápido de 45 W, algo que antes ficava mais restrito aos modelos avançados da Samsung. Para 2026, a expectativa é que Galaxy A57 e Galaxy A37 mantenham essa mesma combinação.
Na prática, 5.000 mAh é hoje o padrão confortável para um intermediário que precisa aguentar um dia típico de uso com:
- redes sociais e mensageiros ativos o tempo todo;
- algumas horas de vídeo em streaming;
- navegação no navegador e apps de banco;
- uso eventual de câmera e jogos.
O suporte a 45 W de carregamento rápido também ajuda bastante na rotina. Mesmo sem números exatos de tempo de recarga no vazamento, o salto em relação a carregadores mais lentos costuma ser bem perceptível na prática, principalmente para quem só tem alguns minutos para repor boa parte da bateria antes de sair de casa.
Segundo o Android Headlines, o Galaxy A57 não deve trazer carregamento sem fio. Para o público da linha A, isso não chega a ser um ponto crítico, já que a maioria dos usuários nessa faixa de preço ainda prioriza mesmo a combinação de boa autonomia com carregamento rápido via cabo.
Software, conectividade e vida útil: o que esperar?
A dupla deve chegar com software atualizado e pacote de conectividade moderno, o que é importante para garantir vida útil longa e compatibilidade com redes e acessórios atuais.
Seguindo o histórico da linha, Galaxy A57 e Galaxy A37 são esperados para março, com Android 16 e interface One UI 8.5. O Android Headlines não detalha a política de atualização, mas a Samsung tem ampliado esse compromisso nos últimos anos, e a expectativa é de um suporte extenso, semelhante ao da geração anterior.
Na conectividade, os dois modelos devem oferecer suporte a dual SIM com opção de eSIM, recurso que vem ganhando relevância no Brasil, principalmente para quem usa linha pessoal e de trabalho no mesmo aparelho ou alterna entre operadoras em busca de melhor cobertura.
O Galaxy A57 tende a se destacar com suporte a Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.0, combinação que mira usuários com roteadores mais novos e acessórios sem fio de última geração. Já o Galaxy A37 deve trazer Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3, o que ainda é mais do que suficiente para a maioria dos cenários de uso doméstico e corporativo.
Esse pacote de conectividade reforça a ideia de que o Galaxy A57 e A37 não querem ser apenas intermediários básicos, mas sim aparelhos preparados para alguns anos de uso sem ficar para trás em padrões de rede, acessórios e serviços.
Para quem o Galaxy A57 e A37 fazem sentido em 2026?
Os dois modelos miram públicos diferentes dentro da mesma faixa intermediária, e a escolha ideal depende do quanto você exige do celular no dia a dia.
O Galaxy A37 faz mais sentido para quem:
- quer um aparelho equilibrado para uso diário, com boa fluidez;
- não precisa do máximo em desempenho para jogos pesados;
- prefere economizar um pouco, mas ainda levar tela de 120 Hz e bateria de 5.000 mAh;
- valoriza a melhoria na ultrawide em relação à geração anterior.
Já o Galaxy A57 é a opção indicada para quem:
- faz muita multitarefa e vive com vários apps abertos;
- joga com frequência e quer se beneficiar da GPU mais forte do Exynos 1680;
- gosta de um aparelho mais fino e leve, com 6,9 mm de espessura e 192 gramas;
- quer tirar melhor proveito de Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.0 em casa ou no trabalho.
Pelo que os vazamentos mostram até agora, a dupla Galaxy A57 e A37 não tenta competir diretamente com a linha premium da Samsung, mas se posiciona como uma escolha racional para quem quer desempenho atual, tela fluida e boa bateria sem pagar preço de topo de linha. Se a Samsung acertar nos valores no Brasil, esses dois modelos têm tudo para ser algumas das opções mais interessantes do segmento intermediário em 2026.







