O Galaxy A57 e A37 chegam ao Brasil com um recado claro: a Samsung subiu o preço em R$ 600, mas tenta compensar com ajustes pontuais nos aparelhos e com um extra que pesa no dia a dia, a chegada do Pix à Samsung Wallet a partir de 17 de abril. Para quem olha primeiro para custo-benefício, a estreia já começa com um incômodo real.
No mercado brasileiro, isso importa porque o Galaxy A37 parte de R$ 3.299 e o Galaxy A57 vai de R$ 3.599 a R$ 3.999. Não é uma faixa de preço baixa para intermediários. Ao mesmo tempo, os dois modelos mantêm elementos que o público valoriza, como tela de 120 Hz, bateria de 5.000 mAh, 5G e promessa de atualizações por 6 anos, o que ajuda a justificar a compra para quem pretende ficar bastante tempo com o celular.
Samsung Galaxy A37
Celular Samsung Galaxy A37 5g 128gb, 6gb Ram, Câmera 50mp Branco
O que muda de verdade no Galaxy A57 e A37 no Brasil?
A resposta curta é simples: o Galaxy A57 traz o pacote mais refinado, enquanto o Galaxy A37 aposta em mudanças mais discretas. Os dois melhoram em pontos relevantes, mas a diferença de preço ficou mais pesada do que o salto de geração.
Apresentados globalmente em março de 2026 e anunciados no Brasil em 15 de abril, os novos intermediários da Samsung não tentam reinventar a linha Galaxy A. A base continua a mesma de uma fórmula já conhecida: tela grande, foco em uso cotidiano, câmeras versáteis e bateria de longa duração.
O Galaxy A57 é o aparelho que mais concentra novidades perceptíveis. Ele ficou mais fino, menor, mais estreito e mais leve, com 6,9 mm de espessura e 179 g. Na prática, isso faz diferença no bolso e principalmente no uso com uma mão. Já o Galaxy A37 repete as dimensões da geração passada e segue mais parrudo, com 7,4 mm e 196 g.
Outro ponto importante é que ambos passam a contar com certificação IP68 contra água e poeira. É uma melhora bem-vinda numa faixa em que resistência deixou de ser luxo e virou argumento de compra. Essa base mais robusta ajuda a entender melhor o posicionamento da dupla, mas o que realmente separa os dois está em tela, chip e câmera.
Por que o Galaxy A57 é o modelo mais interessante da dupla?

Porque ele concentra os avanços mais perceptíveis no uso real. O Galaxy A57 combina corpo mais leve, tela superior e um chip novo que promete melhor equilíbrio entre desempenho e eficiência.
A tela continua com 6,7 polegadas, resolução Full HD+ e 120 Hz, mas agora usa painel Super AMOLED+ com bordas menores. No dia a dia, isso tende a entregar uma frente mais elegante e uma sensação visual mais limpa ao navegar, ler e assistir a vídeos. Não muda a essência da experiência, mas melhora o acabamento do conjunto.
No desempenho, a Samsung trocou o processador pelo Exynos 1680, fabricado em 4 nm. A marca mantém 8 GB RAM e fala em otimizações de CPU, GPU e NPU. Em termos práticos, a expectativa é de mais fôlego para jogos, recursos de inteligência artificial e multitarefa, além de melhor gerenciamento de energia.
Nas câmeras, o hardware segue com 50 MP na principal com OIS, 12 MP na ultrawide e 5 MP na macro, além da frontal de 12 MP. O avanço está no processamento de imagem, com um novo ISP voltado sobretudo para fotos noturnas e cenários com pouca luz. É o tipo de melhoria que não aparece na ficha técnica, mas pode pesar mais do que um número maior de megapixels.
Há ainda recursos de inteligência artificial da One UI 8.5, como o Melhor rosto, que combina expressões em fotos em movimento. Não é o motivo principal para comprar o aparelho, mas ajuda a deixar o Galaxy A57 mais próximo da experiência vista na linha premium da marca. E isso puxa naturalmente a comparação com o irmão mais barato.
Onde o Galaxy A37 acerta e onde ele fica devendo?
O Galaxy A37 acerta ao manter uma base equilibrada e receber um sensor principal melhor. Ele fica devendo quando a comparação é direta com o Galaxy A57, especialmente em acabamento e conectividade.
A principal troca está no processador. O modelo abandona o Snapdragon 6 Gen 3 da geração anterior e passa a usar o Exynos 1480, também em 4 nm. Não há promessa tão enfática de salto quanto no Galaxy A57, mas a mudança indica um reposicionamento para manter o aparelho competitivo em 2026.
O conjunto fotográfico do Galaxy A37 também evolui de forma objetiva. A câmera principal de 50 MP agora usa o mesmo sensor do Galaxy A57, maior e com melhor captação de luz. Isso deve refletir em fotos mais limpas e menos ruído, principalmente à noite. As demais câmeras seguem uma proposta mais básica, com 8 MP na ultrawide e 5 MP na macro, além da frontal de 12 MP.
Na tela, a Samsung mantém 6,7 polegadas, Full HD+ e 120 Hz, mas com painel Super AMOLED, não Super AMOLED+. A diferença pode não ser gritante para todo mundo, mas coloca o Galaxy A37 um degrau abaixo do irmão mais caro em refinamento. Também pesa o fato de ele ser maior e mais pesado.
Na conectividade, o Galaxy A37 traz 5G, Wi‑Fi 6 e Bluetooth 5.3. Já o Galaxy A57 vai além com Wi‑Fi 6E e Bluetooth 6.0. É um detalhe que não muda a compra para todos, mas ajuda a justificar por que a Samsung trata os dois modelos de forma bem diferente dentro da mesma geração.
O aumento de R$ 600 faz sentido para o consumidor brasileiro?
Em parte, sim. Mas a alta continua difícil de engolir. Há melhorias reais, só que elas parecem mais de refinamento do que de transformação.
Os preços oficiais no Brasil ficaram assim:
- Galaxy A37 com 128 GB e 6 GB RAM por R$ 3.299
- Galaxy A37 com 256 GB e 8 GB RAM por R$ 3.599
- Galaxy A57 com 128 GB e 8 GB RAM por R$ 3.599
- Galaxy A57 com 256 GB e 8 GB RAM por R$ 3.999
Quando a própria Samsung eleva em R$ 600 a comparação com o ano passado, o consumidor passa a ser mais exigente. E com razão. Tela de 120 Hz, bateria de 5.000 mAh e 5G já não são diferenciais isolados nessa faixa. O que a marca entrega agora é uma soma de melhorias: acabamento mais maduro no Galaxy A57, câmera principal mais competente no Galaxy A37, IP68 para ambos e ciclo longo de atualização.
Minha leitura é a seguinte: o preço pesa mais no Galaxy A37 do que no Galaxy A57. O modelo mais barato melhorou, mas não a ponto de soar imediatamente atraente em R$ 3.299. Já o Galaxy A57 ao menos tenta sustentar o valor com design mais trabalhado, chip novo e pacote técnico mais completo.
Quem quiser acompanhar a linha no canal oficial pode consultar o site oficial da Samsung. E há um elemento fora da ficha técnica que ajuda a Samsung a vender melhor essa estreia no Brasil.
Como o Pix na Samsung Wallet entra nessa história?

Ele não muda o hardware, mas melhora a conveniência. E, no Brasil, conveniência em pagamento conta muito.
A Samsung confirmou a chegada do Pix à Samsung Wallet via atualização a partir de 17 de abril, em 101 modelos compatíveis. A proposta é permitir pagamentos rápidos sem abrir o aplicativo do banco. Para quem já usa a carteira digital da marca, esse pode ser o trunfo extra mais relevante do anúncio no Brasil.
Na prática, o recurso conversa com um comportamento muito brasileiro. O Pix já faz parte da rotina para compras, transferências e pagamentos presenciais, então integrá-lo à carteira da Samsung reduz etapas e concentra funções em um só lugar. É o tipo de novidade menos chamativa do que uma câmera nova, mas com impacto muito mais constante na vida real.
Também existe um efeito comercial claro aqui. Em um lançamento marcado por aumento de preço, a marca ganha um argumento extra para reforçar valor de ecossistema. O consumidor não leva só um celular novo, leva uma integração mais ampla entre aparelho, software e pagamento.
Esse detalhe não anula a discussão sobre preço, mas ajuda a Samsung a tornar a compra menos fria, especialmente para quem já está dentro do ecossistema Galaxy. E isso nos leva ao ponto decisivo: entre os dois, qual faz mais sentido hoje?
Preço alto, extras úteis e uma escolha bem menos óbvia do que parece
Samsung Galaxy A57
Celular Samsung Galaxy A57 5g 128gb, 8gb Ram, Recursos Ai
A resposta direta é esta: o Galaxy A57 é o mais fácil de recomendar, enquanto o Galaxy A37 exige mais cautela. Os dois são competentes, mas só um deles entrega sensação mais clara de avanço.
O Galaxy A57 faz sentido para quem quer um intermediário mais completo e pretende ficar vários anos com o aparelho. O corpo mais leve, a tela Super AMOLED+, o Exynos 1680, o conjunto de conectividade mais moderno e o foco maior em processamento de imagem formam um pacote mais coerente para quem vai pagar acima de R$ 3.500.
O Galaxy A37 ainda pode agradar quem quer economizar dentro da nova geração e prioriza câmera principal melhor, 120 Hz, 5G e IP68. Mesmo assim, o preço inicial de R$ 3.299 o deixa numa zona desconfortável. Ele parece mais interessante quando baixar no varejo do que no valor de lançamento.
Entre os dois, o melhor negócio de partida tende a ser o Galaxy A57 de 128 GB por R$ 3.599, porque a diferença para o Galaxy A37 mais caro é pequena e o pacote geral é superior. Já para quem não tem pressa, esperar promoções parece a decisão mais inteligente antes de apostar no Galaxy A57 e A37.







