O eSIM deixou de ser recurso de celular caro. Em março de 2026, já dá para encontrar celulares Samsung, Motorola e Xiaomi com chip virtual, 5G e bom conjunto geral por até R$ 2.100, com preços que começam em R$ 1.286 no varejo brasileiro.
Isso muda bastante a compra para quem quer ativar linha com mais praticidade, usar dois números ou viajar sem depender do chip físico. Entre os celulares Samsung, Motorola e Xiaomi, a diferença agora está menos na presença do eSIM e mais no que cada modelo entrega em tela, bateria, resistência, câmeras e tempo de uso ao longo dos anos.
Quais celulares com eSIM valem atenção até R$ 2.100?
Hoje, cinco modelos se destacam nessa faixa. A lista mistura opções mais baratas, aparelhos com foco em multimídia e um intermediário mais longevo em software.
A seleção reúne Moto G56, Moto G86, Poco X7, Redmi Note 15 Pro 5G e Galaxy A56. Todos têm eSIM e 5G, mas atendem perfis bem diferentes. Na prática, isso pesa mais do que olhar só para o preço da etiqueta.
- Motorola Moto G56, a partir de R$ 1.286
- Motorola Moto G86, a partir de R$ 1.623
- Xiaomi Poco X7, a partir de R$ 1.670
- Xiaomi Redmi Note 15 Pro 5G, a partir de R$ 2.091
- Samsung Galaxy A56, a partir de R$ 2.015
O recorte faz sentido para o mercado brasileiro porque pega aparelhos lançados de 2025 em diante, já com 5G e ficha técnica de intermediário de verdade. E há um detalhe relevante: alguns já aparecem em lojas como Amazon Brasil e Mercado Livre por valores bem abaixo do que muita gente ainda imagina para um celular com eSIM.
Qual é o mais barato para entrar no eSIM sem erro?

O Motorola Moto G56 é o ponto de entrada mais acessível da lista. Ele custa a partir de R$ 1.286 e entrega um pacote honesto para quem quer gastar menos.
No uso real, o Motorola Moto G56 chama atenção por não parecer um aparelho excessivamente básico. A tela tem 120 Hz, o que ajuda bastante na fluidez ao rolar redes sociais e navegar entre aplicativos. O conjunto inclui processador MediaTek Dimensity 7060, 8 GB de RAM, 256 GB de armazenamento e bateria de 5.200 mAh.
O maior diferencial, porém, não está na velocidade. Está na resistência. O modelo reúne certificações IP68, IP69 e MIL-STD-810H, algo raro nessa faixa de preço. Para quem derruba celular, pega chuva, trabalha na rua ou só quer um aparelho mais robusto, isso pesa muito na decisão.
Há concessões claras. A tela IPS fica atrás de rivais com AMOLED, e a gravação de vídeo para em Full HD. Ainda assim, o pacote com eSIM, NFC, entrada P2 e expansão por microSD faz do Motorola Moto G56 uma compra muito racional. Ele não tenta impressionar em tudo, mas entrega mais do que o preço sugere. E esse equilíbrio abre caminho para a pergunta seguinte: vale pagar um pouco mais dentro da própria Motorola?
Subir para o Motorola Moto G86 faz diferença no dia a dia?
Faz, e a diferença aparece rápido em tela, câmeras e desempenho. O Motorola Moto G86 é o salto mais nítido para quem quer algo mais completo sem sair muito da casa dos R$ 1.700.
O Motorola Moto G86 custa a partir de R$ 1.623 e traz tela pOLED de 120 Hz, além de processador MediaTek Dimensity 7300, 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. Na prática, é o tipo de evolução que o usuário sente sem esforço: melhor visualização, mais conforto para vídeo e jogo, e resposta mais sólida na multitarefa.
Outro ponto forte está no conjunto fotográfico. A câmera principal de 50 MP tem estabilização óptica de imagem, e o aparelho grava em 4K. A bateria também é de 5.200 mAh, mantendo boa autonomia. Some a isso NFC, som estéreo com Dolby Atmos, suporte a eSIM e a mesma pegada de resistência da linha, com IP68, IP69 e MIL-STD-810H.
Na minha leitura, o Motorola Moto G86 é um dos modelos mais fáceis de recomendar para quem quer equilíbrio. O lado menos favorável é a ausência de entrada P2 e um carregamento de 30 W que já não impressiona tanto pelo preço. Ainda assim, ele sobe de nível de forma visível. Mas quem prioriza tela e consumo de mídia pode encontrar uma alternativa ainda mais agressiva fora da Motorola.
Entre os celulares Samsung Motorola Xiaomi, qual entrega mais tela e multimídia?

Se a prioridade for tela forte, som e experiência mais voltada a vídeos e jogos, o Xiaomi Poco X7 entra muito bem na disputa. Ele é um dos mais interessantes da faixa até R$ 1.700.
O Xiaomi Poco X7 aparece a partir de R$ 1.670 e combina tela AMOLED de 120 Hz com resolução 1,5K, processador MediaTek Dimensity 7300-Ultra, 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. Em benchmark AnTuTu, o aparelho registrou 627.273 pontos, um número competitivo para a categoria.
Na prática, o Xiaomi Poco X7 é o modelo que mais conversa com quem passa horas vendo vídeo, jogando ou consumindo conteúdo no celular. A câmera principal de 50 MP também conta com estabilização óptica de imagem, e o aparelho grava em 4K. A bateria de 5.110 mAh vem acompanhada de carregamento de 45 W.
O pacote ainda inclui NFC, Wi-Fi 6, infravermelho, som estéreo com Dolby Atmos, IP68 e Gorilla Glass Victus 2. O lado menos simpático é a falta de microSD. Para quem gosta de guardar muito arquivo localmente, isso pode incomodar. Mesmo assim, o Xiaomi Poco X7 tem um perfil bem claro: ele entrega sensação de aparelho mais refinado para entretenimento. Só que, se o foco for autonomia e espaço interno, a conversa muda bastante.
Qual deles é melhor para bateria grande e muito armazenamento?
O Xiaomi Redmi Note 15 Pro 5G é o mais forte nesse recorte. Ele reúne bateria de 6.580 mAh e 512 GB de armazenamento, combinação rara perto dos R$ 2.100.
Custando a partir de R$ 2.091, o Xiaomi Redmi Note 15 Pro 5G mira no usuário que não quer ficar pensando em tomada nem em apagar arquivos. A bateria de 6.580 mAh é um dos pontos mais chamativos de toda a lista, enquanto os 512 GB de armazenamento resolvem a vida de quem acumula fotos, vídeos e aplicativos pesados.
O restante da ficha técnica acompanha bem a proposta. O modelo traz tela AMOLED de 120 Hz, câmera principal de 200 MP com estabilização óptica de imagem, bateria com carregamento de 45 W, NFC, Wi-Fi 6, infravermelho, som estéreo com Dolby Atmos, recarga reversa com fio e eSIM. Em benchmark AnTuTu, foram 652.862 pontos.
O ponto de cautela é simples: ele não lidera em desempenho dentro da categoria, apesar de ir bem, e o preço oficial no Brasil é alto. Ainda assim, para quem quer autonomia acima da média, poucos concorrentes conversam tão diretamente com essa necessidade. Falta olhar para o aparelho que talvez seja o mais equilibrado do grupo quando o assunto é durar mais tempo nas mãos do usuário.
O Samsung Galaxy A56 é a escolha mais segura para vários anos?

Entre todos os modelos, o Samsung Galaxy A56 é o mais sólido para quem pensa em longevidade. Ele não é o mais barato nem o mais chamativo em um único quesito, mas compensa com conjunto redondo.
O Samsung Galaxy A56 custa a partir de R$ 2.015 e aposta em tela Super AMOLED de 120 Hz, processador Exynos 1580, 8 GB de RAM e bateria de 5.000 mAh. O aparelho também traz câmera principal de 50 MP com estabilização óptica de imagem, ultrawide de 12 MP, macro de 5 MP, som estéreo, NFC, eSIM e certificação IP67.
O diferencial real está fora da ficha técnica bruta. A Samsung promete até seis versões do Android e seis anos de pacotes de segurança, o que muda bastante o custo-benefício para quem costuma ficar muito tempo com o mesmo aparelho. Entre os celulares samsung motorola xiaomi desta faixa, é o modelo com proposta mais clara de longevidade.
Há duas ressalvas. O Samsung Galaxy A56 não aceita microSD e o carregador de 15 W na caixa fica abaixo do máximo suportado pelo aparelho. Mesmo assim, ele é o tipo de intermediário que faz sentido para quem quer comprar uma vez e passar anos sem dor de cabeça. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial da Samsung.
Seu bolso decide mais do que o eSIM
Se a meta é pagar o mínimo possível e já entrar no universo do chip virtual, o Motorola Moto G56 é a compra mais direta. Por R$ 1.286, ele entrega eSIM, 5G, 256 GB de armazenamento e uma resistência incomum na faixa. Para muita gente, isso já basta.
Se houver margem para subir de categoria, o Motorola Moto G86 é o ponto de equilíbrio mais convincente da lista. Ele melhora onde realmente importa no dia a dia: tela, câmera e desempenho. Já o Xiaomi Poco X7 é a escolha mais interessante para quem valoriza multimídia e quer uma experiência mais forte em vídeos e jogos.
O Xiaomi Redmi Note 15 Pro 5G faz mais sentido para quem prioriza bateria e armazenamento acima de tudo. E o Samsung Galaxy A56 é o melhor caminho para quem quer suporte de software mais longo e um pacote consistente por vários anos.
Quem não deve comprar no impulso? O usuário que olha apenas para a palavra eSIM. Entre os celulares samsung motorola xiaomi, esse recurso já deixou de ser o diferencial principal. Agora, a compra certa é a que combina melhor com o seu uso, e não apenas com a ficha técnica na vitrine.







